terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DICAS PARA OS MICRO EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS


Devido à enorme demanda que tem chegado com relação a informações sobre o Microempreendedor Individual, teceremos alguns comentários sobre essa nova figura que promete ser um ótimo caminho para a regularização de pequenos negócios e para o exercício do empreendedorismo de forma mais desburocratizada e desonerada.
Para aumentar a regularização dos informais, está em discussão no Congresso Nacional o projeto de lei que prevê a criação de uma nova figura jurídica – o Microempreendedor Individual ou MEI, como vem sendo tratado.
A proposta conta com o apoio da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas do Congresso Nacional, dos governos estaduais e federal, além de todos os partidos políticos. Trata-se de um aperfeiçoamento da Lei Geral das MPE.
A nova lei irá beneficiar os empreendedores que, em geral, são profissionais autônomos que prestam serviços simples, deixam de recolher tributos, não seguem as regras para funcionamento estabelecidas pela administração municipal e não têm cobertura previdenciária. São sapateiros, manicures, barbeiros, costureiras, pintores, mecânicos, encanadores, serralheiros, marceneiros, feirantes, entre tantos outros.

sábado, 26 de janeiro de 2013

11 SINAIS PARA A FALENCIA


Trabalhar com um sentido e com um objetivo é algo determinante no seu negócio. Já referi aqui muitas vezes no blog, que você precisa de parar e pensar para onde está indo ou para onde quer chegar. Só assim, conseguirá delimitar todos os passos necessários para atingir essa meta. Quem tem um site na internet com venda de produtos ou trabalha como freela, sabe o quanto é difícil conquistar o mercado nos dias que correm: o trabalho não pára, os clientes são exigentes e a concorrência é enorme. Então, como fazer para levar a sua empresa ao sucesso.
Acredito, que uma análise para saber se a sua empresa está caminhando no sentido correto pode ser extremamente benéfico. Além de analisar os pontos positivos – esses são mais fáceis de serem visualizados – o empreendedor também deve ter em atenção os aspetos negativos da sua empresa, tais como:
  • Reclamações de clientes.
  • Se o plano de Marketing está dando certo.
  • O que está originando os problemas de entrega nos produtos.
  • Se os clientes por norma voltam a comprar no seu site ou apenas fazem a compra uma vez
  • Como melhorar a margem de lucro se ela for muito reduzida.
Enfim, existem inúmeras métricas que podem ser testadas e estudadas, melhorando a sua empresa. No artigo de hoje, vou falar sobre os 11 sinais principais que você deve ter cuidado na hora de analisar a sua empresa. Apesar de podermos analisar vários, vamos focar-nos apenas neste 11, que a meu ver são os principais, facilitando a sua análise.
sinais da empresa

1. VOCÊ NÃO ESTÁ FAZENDO LUCRO

Se tudo der certo, vão existir muitos meses que a sua empresa conseguirá bater o recorde de vendas. Contudo, o empresário deve ter em conta que isso nem sempre representa um dado positivo. Conseguir muito dinheiro pode ser bom, desde que as suas despesas não ultrapassem ou cheguem perto desse valor. Por exemplo, se eu gastar 5 mil reais por mês em Adwords e a minha loja de e-commerce render 4 mil, eu poderei ter aumentado as minhas vendas, mas continuarei perdendo mil reais a cada mês.
Se você não está tendo lucro, a primeira coisa que deve fazer é perceber se essa situação é temporária ou não. Ou seja, se você está gastando mais dinheiro em publicidade do que está ganhando, essa poderá ser uma situação temporária, em que você investiu mais do que o normal para que no futuro consiga um maior número de clientes. Nesses casos, não existe qualquer problema. Ainda há pouco tempo aqui em Portugal, um hipermercado colocou todos os seus produtos com 50% de desconto. O resultado foi o prejuízo de 10 milhões de euros em apenas um dia. No entanto, arruinou completamente com a concorrência nas semanas seguintes e ainda conseguiu muita publicidade, que nesse caso até poderia ter custado mais do que 10 milhões euros. Neste caso, a perda de dinheiro foi positiva porque os ganhos indiretos foram maiores.
A situação complica quando este balanço negativo é algo recorrente. Nesse caso, talvez esteja na hora de você fazer um planilha e tentar perceber no que poderá reduzir para conseguir equilibrar essa balança. Aí, você conseguirá chegar à conclusão se o seu negócio é viável ou não. Os jornais são outro exemplo claro neste género de situações. Grande parte dos jornais não dão lucro. No entanto, os seus donos sabem que esse negócio não é para dar lucro, mas sim para conseguir outros gêneros de benefícios. De acordo com a agência americana para os pequenos negócios, grande parte das empresas não conseguem ter lucro nos primeiros cinco anos. Veja se você está sendo uma delas.

2. VOCÊ NÃO FALA COM OS SEUS CLIENTES

Sei que vivemos no mundo da internet e que uma simples venda pode ser feita com apenas um clique. No entanto, jamais devemos perder aquele contato pessoal com o cliente. Há poucas dias, dei o exemplo do David Camelô. Este empresário, trata os seus clientes de forma única e foi isso que fez o seu sucesso crescer de uma forma tão rápida. Na internet, você também pode ter esse diferencial. Numa era em que grande parte dos donos dos negócios respondem quase de forma automática, uma relação mais próxima pode ser essencial para conquistar o cliente e acima de tudo, saber o que você está fazendo de errado. Não caia no erro de pensar que você sabe tudo sobre o seu negócio. Ninguém se interesse pelo que você acha. O importante é mesmo a opinião do seu cliente, pois é ele que vai comprar os seus produtos/serviços.

3. NÃO AMA O QUE FAZ

Esta é uma questão bastante debatida, mas que pode estar claramente na origem da sua falta de sucesso. Você realmente ama aquilo que está fazendo? Se não o faz, saia rapidamente da corrida pois a paixão com que se lidera uma empresa é preponderante. Um estudo publicado na edição portuguesa da revista Exame, referiu que os empresários trabalham, em média, 61,1 horas por semana! Se você trabalhar de segunda a sábado, isso dará mais de dez horas por dia! Ou seja, ter aquela ideia de trabalhar apenas das nove às cinco está completamente fora de hipótese se for o dono de uma empresa. Mas para conseguir triunfar e produzir durante 10 horas é necessário paixão pelo que faz. Sem ela, dificilmente irá aguentar essa “carga”.

4. TEM DIFICULDADE EM ACEITAR CRÍTICAS

Se decidir criar uma empresa, tenha isto em mente: você será criticado até ao último dia em que trabalhar nela. Com o passar do tempo, a quantidade de críticas vai diminuindo, mas elas jamais desaparecerão. Todos temos aquele cliente chato ou aquela pessoa que está sempre reclamando, mesmo quando você faz tudo certo. Isso é normal, faz parte. Por isso, aceitar críticas deve ser algo presente no seu ADN de empresário. Se você acha que ainda precisa de evoluir neste campo, aconselho que leia este nosso artigo sobre como aceitar as críticas.

5. VOCÊ NÃO SE INTERESSA COM OS SEUS CLIENTES

Lembre-se: atendimento e atenção ao cliente é algo determinante. Como referi no ponto acima, só assim você conseguirá destacar-se dos seus concorrentes. Isto porque é mais difícil conquistar um cliente novo do que manter um que já tenha feito negócio consigo. A Zappos é um grande exemplo disso mesmo. Esta empresa norte-americana facilita ao máximo o processo de devolução, não pedindo em grande parte dos casos sequer uma justificação para a devolução do produto. Não foi ao acaso que conseguiu a nota máxima num estudo sobre satisfação dos clientes nos EUA. Portanto, volto a frisar este ponto: dê atenção aos seus clientes e preste um serviço mais pessoal. Isso fará a diferença.

6. AS PESSOAS NÃO FALAM SOBRE A SUA EMPRESA

“Quem não é falado, é esquecido”. Ser falado, por norma, é sinónimo de bons ou maus resultados. Uma das duas coisas deve ser. De preferência, convém que a sua empresa seja falada pela primeira opção. A melhor forma de isso aconteceu é pelo marketing de boca a boca. O amigo que conta ao amigo e que depois conta a outro amigo é uma forma bastante interessante (e eficaz) de conseguir publicitar a sua empresa a custo zero. O melhor exemplo disso mesmo é o Google. Você não utiliza o Google porque viu uma publicidade, mas sim porque alguém disse a você que era um bom site para você utilizar. Isso é fruto do bom trabalho desenvolvido pela empresa.

7. VOCÊ NÃO É ÁGIL O SUFICIENTE

Se você prestar atenção a um bom empreendedor, seja ele qual for, você verá que ele é uma pessoa muito ativa, prática e sempre disposta a concluir mais uma tarefa. Se você quiser fazer sucesso, necessita de ser proativo e estar sempre pronto para fazer mais alguma coisa que possa ajudar o seu negócio. Mas ser agil não significa apenas conseguir fazer várias tarefas. Ser ágil é também sinónimo de saber adaptar-se às circunstâncias. Perceber que ter dias menos bons faz parte do percurso e que por vezes temos de adotar o nosso plano de negócios inicial às exigências do mercado.

8. OS SEUS PRODUTOS SÃO DEMASIADO CAROS

Em algumas ocasiões, referi aqui no blog o quão importante é você não se basear em preços baratos para vender os seus serviços. Isto porque essa opção a longo prazo é claramente “um tiro no pé”. Contudo, você também não deve ter produtos demasiado caros, pois eles acabarão por afastar os possíveis clientes mal eles encontrem um concorrente que faça a um preço mais baixo.
Uma das formas de conseguir manter os seus produtos mais baratos é organizando de forma correta as suas finanças. Isto porque, como expliquei durante a entrevista ao Conrado Navarro, nem todos os meses são iguais e certamente irão existir momentos menos positivos a nível financeiro para a sua empresa. Uma boa gestão financeira poderá fazer milagres na hora de definir os preços.

9. GASTA MAL O SEU DINHEIRO

Uma boa gestão empresarial também é feita de escolhas. Cabe a si, enquanto empreendedor, perceber onde é melhor investir. O problema é que muitos empresários não sabem minimamente como fazê-lo. Acabam gastando menos para terem um empregado medíocre em vez de gastarem mais para terem um emprego excelente, que mais tarde trará melhores resultados à empresa. Esta lógica aplica-se também na compra de computadores para o seu ambiente de trabalho ou na compra do software para trabalhar. Analisar e pensar a longo prazo são bons conselhos na gestão financeira.

10. NÃO SABE COMO DELEGAR

Se o seu negócio cresceu de forma consistente, irá chegar uma altura em que você precisará de delegar as suas tarefas. E é neste preciso momento que muitas pessoas acabam deixando o seu negócio ir ao fundo. Saber delegar não é algo fácil, nem que se consiga à primeira. É necessário aprender a fazê-lo, tal como aprendemos a escrever um artigo ou a escrever uma reportagem. Além disso, não importa o quão inteligente você seja: você jamais será capaz de vencer em todas as frentes.

11. VOCÊ ESTÁ NO SEU PRIMEIRO NEGÓCIO

Lamento informar, mas as probabilidades de você triunfar no seu primeiro negócio são mínimas. Um estudo publicado pela Sebrae referiu que 80% dos primeiros negócios acabam por fechar ao fim de dois anos. E mesmo que você tente de novo, as suas chances de sucesso apenas sobem para 34%. Por isso, é normal que você sinta grandes dificuldades na sua primeira empresa, mas veja isso como “parte do processo”. O meu conselho vai para que fale com alguém mais experiente e que consiga dar-lhe conselhos sobre este sua nova fase da carreira.
Espero, com estes 11 itens, ter conseguido alertá-lo para todos os pontos que você deve ter em atenção na hora de analisar o seu negócio. Criar e fazer crescer uma empresa não é um percurso fácil, mas também é algo bastante motivador e que seja muita atenção por parte do empresário.
E você, que sinais costuma analisar na sua empresa? Já tinha verificado algum destes?

PARA REFLETIR


“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado”. - Ageu 1:6

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

QUEM É QUEM?

Estavam um dia o porco e a galinha passeando pela fazenda, quando chegou o fazendeiro e lhes propôs um desafio. Seriam os dois responsáveis por preparar um café da manhã diferente a cada dia da semana pelas próximas duas semanas. No caso de falha, definida pela falta de um cardápio variado em um desses dias, o café da manhã seria preparado pelo próprio fazendeiro, que sem opção prepararia bacon com ovos para começar o dia.
Estavam ambos motivados, o porco e a galinha, a cumprir a missão e entregar um cardápio diferente a cada dia pelas próximas duas semanas. Nos primeiros dias tudo correu bem, o porco sempre de maneira pró-ativa começava o dia a pensar no cardápio para o dia seguinte, dividia as tarefas necessárias para separar os ingredientes para a nova receita, pensava em formas inovadoras de cumprir as metas e era ajudado pela galinha que cumpria as tarefas a ela atribuídas.

Com o passar dos dias as receitas ficaram cada vez mais elaboradas e o porco gastava grande parte do seu dia preparando os pratos que seriam servidos ao fazendeiro. Com isso não tinha tempo para atribuir as tarefas para a galinha. Que por sua vez aproveitava o tempo livre para ciscar o chão e procurar minhocas. Isso limitava o tempo disponível ao porco que trabalhava ainda mais para cumprir as metas.
O final dessa estória você já pode prever, o fazendeiro (cliente) não é atendido nas suas solicitações, o porco vira bacon e a galinha, depois de ceder um ovo, continua ciscando e procurando minhocas como se nada tivesse acontecido...
A diferença de atitude entre o porco e a galinha é clara, o porco é pró-ativo, ele está (mortalmente) comprometido com o sucesso do projeto, enquanto a galinha é reativa, pois está apenas envolvida.

O mercado de trabalho é muito parecido com essa estória. As empresas buscam profissionais pró-ativos, pois sabem que esses estarão comprometidos com o sucesso dos projetos. Os pró-ativos não esperam que alguém lhes diga o que devem fazer, eles sabem quais são os objetivos do projeto e descobrem o que precisa ser feito para chegar lá. Os reativos esperam e depois reclamam, pois não avançam em suas carreiras, não conseguem oportunidades melhores, não progridem... Oportunidades não aparecem, você as cria!!!

Portanto na sua vida profissional seja um porco! He-he-he, minha esposa precisa ler isso...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

GESTÃO DO CONHECIMENTO


Porque as empresas precisam da gestão do conhecimento


Entenda o básico sobre gestão da informação e do conhecimento: imagine uma área da empresa onde o conhecimento importante está todo na cabeça de um especialista e ele resolveu ir embora. O que fazer para evitar isso?
Por Fábio de Souza Leite, Contador em Praia Grande-SP
Vivemos em uma era em que o conhecimento está disponível a todo instante, a um clique de nossas mãos. A internet é uma biblioteca virtual instalada dentro da casa de cada um de nós, portanto, somos freqüentemente bombardeados com informações em tempo real. Isso, algumas vezes, até nos desvia de nosso foco principal.
Além disso, devido à enorme quantidade de informações disponíveis, grande parte do que acessamos é lido de maneira superficial, de forma rápida. O título de destaque e as poucas linhas que descrevem a chamada tornaram-se mais importantes do que o conteúdo da matéria e sua real compreensão.
No passado, o acesso à informação era mais restrito, porém o conhecimento do contexto, o entendimento do conteúdo e a visão mais aprofundada dos assuntos eram maiores. Houve tempos em que a informação era considerada moeda corrente. A pessoa bem informada obtinha vantagens competitivas e dava saltos à frente dos menos privilegiados. Não se pode afirmar que estes tempos tenham acabado por completo.
Hoje, o acesso à informação não é mais privilégio de poucos, mas continua sendo valioso. Por isso, o grande segredo é saber gerenciar dados estratégicos para poder utilizá-los da melhor forma possível.
Este é o enorme impasse que as empresas enfrentam, pois, atualmente o pulo do gato está na gestão do conhecimento. Muitas informações importantes e detalhes dos processos de trabalho estão guardados apenas nas mentes dos profissionais. O desafio é manter a sabedoria e o conhecimento dentro de casa, mesmo depois que um colaborador deixa a companhia.

Criar processos

Desta forma, cada vez mais, a gestão da informação e do conhecimento transforma-se em um recurso valioso para as companhias. Por isso, deve-se priorizar a criação e a implementação de processos que organizem e sistematizem a capacidade da companhia de capturar, armazenar, gerar, criar, analisar, traduzir, compartilhar e fornecer a informação exata de maneira rápida e precisa.
Estes mecanismos e processos devem ser elaborados para assegurar que a empresa maximize o valor de um dos mais importantes recursos competitivos nos dias de hoje – o conhecimento.
O conhecimento é um bem intangível. É uma combinação de dados que, tratados e contextualizados, fornecem soluções essenciais no processo de tomada de decisões em todos os níveis de uma corporação. As informações navegam nas áreas de vendas, marketing, publicidade, serviços, operações e administração das companhias, colaborando com ações estratégicas e criando oportunidades de negócios.
Imagine a área de uma empresa onde o conhecimento é proveniente única e exclusivamente da mente de seu gestor. Digamos que este colaborador deixe a companhia. Provavelmente você já viu isso de perto ou ouviu dizer que aconteceu, correto? Levando em consideração que vivemos em uma economia baseada na informação e o sucesso das corporações depende muito da capacidade de gestão do conhecimento e da manutenção da inteligência organizacional, é essencial que as empresas busquem a criação de um mecanismo para gerenciar este conhecimento organizacional.
Caso contrário, como no exemplo acima, a falta de uma única peça irá comprometer os resultados e gerar um impacto negativo no desempenho de determinada área ou até da companhia inteira.